sexta-feira, 23 de julho de 2010

São Luis, ilha dos buracos.

Era uma vez uma linda ilha, onde os habitantes viviam felizes, e tudo era tão belo. Opa, história errada, mas bem que poderia ser a certa se não fosse o fato de vivermos na lua.. Não, não me refiro a viver com a cabeça na lua como os nefelibatas (termo adequado para se chamar os poetas que viviam com a "cabeça na lua"), apesar de São Luis ser considerada berço de poetas, mas a lua nunca esteve tão próxima de nós, ou melhor, algumas de suas famosas características...
Eu me refiro aos infindáveis buracos, que pior que o mosquito da dengue, teimam em se multiplicar livremente e já traz consigo a sua própria água parada. E não adianta tentar decorar os locais onde eles estão, pois quando se pensa que já se sabe local e quantidade, novas "larvas" de buracos surgem sorrindo, felizes, ciente que seu crescimento é promissor...
Bem pior que as "larvas de buracos" são os perfis dos que já são grandinhos, as formas são das mais variadas, temos grandes, pequenos, gordinhos, magrinhos, com ou sem estilo, com muita ou pouca fome, os mais idosos geralmente são os mais famintos, por já terem residência fixa, a cada dia que passa sua exigência e fome aumenta, engolindo ruas, casas, e tudo quanto tiver ao alcance de saciar seu desesperado desejo de se alimentar.
O meu medo é que com a onda da globalização, e com tamanha fartura de buracos, São Jorge e seu dragão resolva mudar de mala e cuia para São Luis, já imaginou, você dirigindo pela Jerônimo de Albuquerque que ja sofre com os buracos e agora somado aos congestinamentos, você precisar esperar São Jorge manobrando seu dragão para entrar no Atacadão??? Muita calma nessa hora!!! Espere com calma, pois se correr o bicho pega se ficar... O buraco engole!!!

Abraço a todos.